Bastidores da Nova Coleção Especial – “The Old Ways”
10/03/2011

“I’d say that i am a pilgrim like anyone else is a pilgrim – in the sense that we use our tools, our skills, to make our way through this life and try to make the sense of it that we can. When i am able to stand back and look at what i am doing, i am definitely using my career and my talents as a vehicle of exploring, in one sense, many things and subjects that are of interest to me. And, i suppose, more than just a deep fascination– it’s like, “How does the world go round? What makes us tick?” - Loreena McKennitt – No Journey’s End Documentary.

“Eu diria que sou um peregrino da mesma maneira que todos nós somos peregrinos, no sentido de que usamos nossas ferramentas e habilidades para atravessar esta vida, tentando, da melhor maneira possível, atribuir a ela um sentido. Quando consigo me afastar e analisar o que faço, vejo que estou usando minha carreira e talentos como um veículo de exploração de uma diversidade de assuntos que me interessam. E é algo para além de uma profunda fascinação, é um questionamento de “Como é possível o mundo girar? Quais são as engrenagens que nos fazem funcionar?”

Quando assisti ao documentário “No Journey’s End“, da Loreena McKennitt, esse trecho acima citado ficou gravado na minha memória de uma maneira muito forte – o questionamento do sentido da nossa existência ilustrado pela imagem de engrenagens, roldanas e mecanismos. Me vieram, imediatamente, à cabeça imagens de relógios em preto e branco, dramáticos e misteriosos, como se guardassem, em si, respostas sobre nossa efemeridade e nosso propósito. Lembrei-me do relógio mudo e incômodo de “Morangos Silvestres” e do suspense Hitchcockniano quanto ao tempo que corre em “O Marido Era o Culpado”. Lembrei-me também do grande relógio em “O Quebra-Nozes” que magicamente faz o tempo parar, além do terrível coelhinho em “Alice no País das Maravilhas”, que não nos deixa esquecer de que vivemos atrasados.

Mas como podemos estar atrasados, se nem ao menos, deveras, sabemos a que estamos nesta vida?

Espero que vocês se apaixonem por esta coleção especial, que foi concebida no trançado do mistério com o medo e a fascinação.

Cena de “Morangos Silvestres” – Ingmar Bergman,1957

Cena de “O Marido Era o Culpado” – Alfred Hitchcock, 1936

O Quebra Nozes – montagem de data desconhecida

Ilustração original de “Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

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